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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Marketing digital na campanha eleitoral de 2020



O poder das redes sociais foi comprovado na última eleição presidencial. Jair Bolsonaro, dispunha de 8 segundos de propaganda eleitoral gratuita na TV, enquanto Alkimin tinha 5 minutos e 32. No entanto, foi para o segundo turno o até então pouco conhecido deputado. 






O diferencial de Bolsonaro? A longa e certeira estratégia em suas redes sociais. A campanha do atual presidente começou 4 anos antes, entre 2014 e 2018 Bolsonaro obteve um crescimento de 3.900% em suas mídias sócias. Em janeiro, o presidente comemorou em suas redes a marca de “35 milhões de subscrições nas 4 principais plataformas (Facebook, Twitter, Instagram e Youtube)”. Um desempenho de dar inveja em qualquer digital influencer.





Crédito: Fredy Varela / Agência RBS / Agência RBS


Quem também usou as redes sociais como força propulsora de sua campanha eleitoral foi Donald Trump. O presidente do Estados Unidos também usa suas contas em redes sociais como principal canal de comunicação, emitindo opiniões pessoais e políticas. Bolsonaro segue o exemplo e prefere se comunicar por meio de publicações e lives ao invés da mídia tradicional.






E em 2020, qual será o papel das redes sociais nas eleições?

Houve mudanças na legislação que possibilitam impulsionamento de conteúdo, mas punem fake news e utilização de robôs, para dar alguns exemplos. É momento de inovar, mas com responsabilidade e profissionalismo.




Fernanda Araujo
Gestora pública

sábado, 5 de maio de 2018

Encante-se com Renner Rivera

A convite do Sandro Tibiriça, superintendente do Shopping Melancia,  participei na manhã de hoje, 05 de maio, da inauguração da quarta filial das Lojas Renner em território uruguaio, a primeira da Fronteira da Paz. Testemunhei o pleno entusiasmo da equipe riverense, que contagiou a todos. Teve dança, palmas, canto, coreografia e claro, um grito de guerra "desde el alma", a equipe da Renner Rivera está pronta para encantar você!


Renner no Shopping Melancia


Os números são impactantes, de acordo com o Maurício, gerente da loja, o investimento na filial de Rivera chegou dois milhões e meio (R$) e o empreendimento tem um espaço de 2 mil metros quadrados. Para montagem do local foi convocada uma equipe de experts da empresam que atuam no Brasil e no Uruguai, um povo fashion, sabe? Que você percebe que tem algo diferente, uma ousadia, cada um no seu estilo e como diz o slogan da empresa, a Renner tem todos.


Equipe de vendedores e de especialistas que vieram do BR e UY


O pessoal de Montevidéu me explicou que as lojas uruguaias vendem as mesmas roupas que vemos nas vitrines da Renner Brasil. Isso me surpreendeu muito, porque o gosto dos brasileiros e uruguaios difere muito na maneira de se vestir. Sobretudo entre as mulheres. Mas pelo o que o Lucas Seropián, o Santi Romero e a Milla, de Montevidéu me contaram, as coleções com o jeitinho brasileiro de fazer moda está quebrando paradigmas e causando mudanças até na concorrência.

Com Lucas e Santi, da Renner UY, Milla foi a fotógrafa


Ficou claro que o foco da Renner Rivera é encantar o cliente e eu digo: - aleluia!! Sim, anos falando isso nos meus cursos, palestras, textos, aplicando isso nas empresas com as quais trabalho. Sem meus leitores não sou ninguém, as empresas existem porque os clientes querem, eles são os todo-poderosos donos de tudo e nos emprestam o sucesso - se e enquanto - acham que merecemos. Valorizar o cliente é inteligência, encantar o cliente é fidelizar o cliente, que a Renner seja um sucesso e um exemplo. Parabéns Fronteira da Paz, novos rumos, novas oportunidades, vamos aproveitar?

Gracias Renner e Melancia pela confiança e parceria de sempre!


Abraços fronteiriços,
Fernanda

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Um novo lar para Russo

Atualização:

Extraordinários leitores!
Graças a vocês esta história teve um lindo final feliz: uma pessoa que ama cães, se encantou pelo Russo e ele já está de casa nova! E Sabem como ela ficou sabendo da história? Por esse blog que informa vocês das coisas bacanas da nossa Fronteira. Fiquei muito feliz, emocionada e pulei todo tempo, nem podia acreditar. A corrente do bem foi incrível, de gente que estava se esforçando para encontrar um lar para o Russo, de conseguir carona para levá-lo a casa nova... por falta de uma, duas caronas apareceram no mesmo horário! "Quem plantar a paz, vai colher amor".. é quase carnaval e esse samba da Mangueira me representa!

Minha gratidão a cada um de vocês, melhores leitores do mundo!


Abraços felicíssimos,

Fernanda

Mudar de casa é sempre desafiante, mas nós sabemos que é fora da zona de conforto que coisas mágicas acontecem. Eu me mudei há pouco e fiz muitos amigos na vizinhança e hoje conto para vocês a história de uma dupla muito especial: Russo e Pablo. Eles têm sido companheiros inseparáveis.. até agora. Pablo está de viagem marcada para Oceania onde vai passar pelo menos um ano e o simpático Russo precisa de um novo lar.

Russo queridão!

Naturalmente, Pablo procurou abrigo para seu mais leal amigo na casa de familiares e Russo foi bem recebido pelos humanos mas não foi aceito pelo grupo de cães que já moram na casa e que brigaram com ele e o morderam. Atualmente Russo está dentro da casa, enquanto os cães reinam no pátio, mas a situação é insustentável e Pablo está desesperado. 

Russo tem perdido o sono pensando em seu futuro

O protagonista dessa história, mesmo com esse nome que evoca terras distantes, é um viajante experiente nos Pampas, morou em Montevidéu e há pouco se mudou para Rivera, é muito atlético - habituado a percorrer muitos km ao acompanhar seu best friend em longas caminhadas, também é companhia perfeita para descansar, fazer passeios recreativos seja na Rambla ou na Sarandy. Mas nem só de glamour vive Russo, ele também curte lagartear ao sol e brincar com crianças, e é parceria certa de quem aprecia tomar uns mates no fim de tarde.

Russo é lindo e tem esse pelo sedoso que poderia ser garoto propaganda de Loreal Paris!
Cada qual precisar alçar novos vôos e estes irmãos camaradas precisam por a prova todo amor em forma de liberdade; Às vezes, o lugar que vai propiciar todo o desenvolvimento que quem amamos necessita está muito longe de nós e nessas horas o melhor que podemos fazer é estimular os sonhos e facilitar o percorrer de caminhos do nosso querido ausente. Essa dupla têm realizado esse exercício de abnegação com maestria, mesmo que a vontade de ficar perto seja gigante, há todo um mundo por descobrir.

Russo é o rei da selfie e sempre me saluda quando passa por debaixo da minha sacada

Os benefícios de ter um pet são muitos: psicológicos, sociais, físicos, emocionais e filosóficos! Contribuir para que dois amigos sigam em frente ativa muitos mecanismos de gratidão nos quais eu realmente acredito. O Russo é uma criaturinha especial que vai encher de ternura o lar que o receba, que vai ser o olhar cúmplice de quem o adote, que vai alegrar o ambiente de maneira tranquila. Preciso da ajuda de vocês para divulgar a história do Russo até que ele encontre um lar. Temos pouco tempo, mas certamente muita boa vontade. Como se diz na fronteira: "vamo dale?!"
Malandramente o Russo também vai conquistar você!

Abraços engajados e solidários,
Fernanda




segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Projeto Pró-África: Moçambique em pauta na Unipampa de Livramento

O evento "Moçambique: da luta pela independência as problemáticas atuais", possibilitou a vinda de dois professores africanos: o dr. Ibraimo Momade e do mestre em economia Manuel Matshine. O que de cara já tornava tudo interessante é que, embora os dois sejam moçambicanos, eles são de regiões diferentes e essa questão regional é revolucionária na maneira de falar, de pensar e de se posicionar no debate que os estudantes que lotaram a sala 11 da Unipampa tiveram o privilégio de presenciar.

Do encontro de ACI's a Moçambique: com a prof. Alessandra, e os convidados Momade (esq) e Manuel (dir).

Eu entendia claramente o que o Manuel falava, um sotaque bem português de Portugal, mas de leve, quase carioca! Me custava compreender o que Momade dizia, uma maneira mais cerrada de pronunciar, mesmo depois de viver no Brasil por mais de uma década. É muito bacana a trajetória dele: Momade era, ano após ano, o melhor aluno da turma. Isso possibilitou com que ele avançasse nos estudos, apesar das dificuldades financeiras. Foi ofertada uma única bolsa de estudos patrocinada pelo Reino Unido na região onde Momade vive, e ele conquistou! O idioma foi preponderante para a decisão de vir para o Brasil e depois de 12 anos de estudo e prática ele voltou para o norte de Moçambique para compartilhar e aplicar seu conhecimento na área da agronomia.

Parte do público que ouviu de forma fascinada e se manifestou de maneira apaixonada


O Manuel falava sobre a África e eu pensava no Brasil: salvo as proporções, os tópicos problemáticos são muito semelhantes. Logística, escolha errada de modais, ignoram o potencial do transporte fluvial, insistem em transporte terrestre mesmo com estradas péssimas. Há uma cultura do contra, as pessoas se perdem em meio a boatos fantasiosos que aterrorizam e impedem ações que poderiam contribuir para o desenvolvimento. Momade afirma que críticas propagadas pela elite do sul de Moçambique. Os professores destacam uma diferença entre nosso país e o deles, nossa agricultura familiar se comparada a realidade de Moçambique, é latifúndio. Segundo Momade, os produtores que nós classificamos como agricultores familiares, ele considera empresários.

Os palestrantes, professor Altacir e os alunos que participaram da organização do evento.

O mais interessante foi a conjuntura de posicionamentos e prismas sobre um projeto do governo brasileiro em Moçambique, o Prosavana. O prof Manuel é do sul do país e é contra o projeto. Lá no sul rolaram muitos boatos, que o Brasil queria ganhar terras, escravizar e todas as piores coisas. Outros diziam que até tranquilo o Brasil, mas os japoneses também estavam envolvidos no projeto e esse era o problema. Para o nortenho Momade, que vivencia a falta de inputs na agricultura, o projeto mesmo imperfeito, era bem-vindo. Mas como o mundo é pequeno também estava presente o prof. da Unipampa, Altacir Bunde, que esteve em Moçambique acompanhando o projeto Prosavana junto a EMBRAPA. De acordo com Momade, falta uma rede acadêmica em seu país, os pesquisadores estão isolados em seus esforços e conhecimentos. E com a riqueza do debate destes três prismas é evidente a importância e o valor de uma rede de acadêmicos engajados.

Sobre o Prosavana da EMBRAPA - Difícil levar a sério quem escreve um projeto com comic sans!

Além do debate fascinante, os alunos presentes se posicionaram brilhantemente, arrebatados com as possibilidades de troca de experiências, cooperação e possíveis programas de extensão. Rose, de GP, defende uma contribuição prática por parte da Unipampa. Rafa, de R.I, falou sobre o papel da diplomacia, que também foi questionado pelo aluno Gustavo que abordou especificamente se as dificuldades de exportar a produção eram motivadas pela falta de relações diplomáticas do jovem país. Os moçambicanos concordaram que sim, que este é um entrave importante a ser superado. Da minha parte, concordo com o posicionamento do prof. Alexandre Troian de que no caso de Moçambique apostar no mercado interno ameniza o problema da fome no país e da dificuldade na venda da produção de alimentos sem a necessidade de exportar a produção.

Rafa, como bom internacionalista, ampliando sua rede.


O evento só terminou pelo esforço da profa. Alessandra Troian em finalizar o debate que já contava com uma hora além do previsto. Para quem quiser mais sobre o projeto Prosavana recomento este link. O prof. de economia Altacir Bunde contou que amigos seus estão escrevendo sobre os impactos do Prosavana, "falam dos impactos do que não aconteceu", comentou Momade. Eu tenho a sorte de contar para vocês desse seminário que aconteceu e que foi tão interessante.

Equipe do Projeto de cooperação internacional entre o Brasil e a África (PRÓ-ÁFRICA). 

Abraços acadêmicos,
Fernanda

sábado, 26 de novembro de 2016

O legado das Olimpíadas, segundo o Bradesco

A décima e histórica edição do Encontro de ACI's foi tão incrível que cada palestra merece uma postagem. Então, vamos começar pelo empezo! Com a palestra apresentada pelo Ricardo Moreira, responsável pelo marketing do banco Bradesco que coordenou os esforços para otimizar a participação da instituição enquanto principal patrocinadora dos jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016. O ponto alto foi uma surpresa... que eu só conto no final!

Ricardo, representando o Bradesco. Na imagem ao fundo a publicidade com o super campeão Daniel Dias.

O período que antecedeu os Jogos do Rio foi de intensas mudanças no cenário econômico, político e esportivo no Brasil. O inimaginável ocorreu: impeachment, queda brusca no PIB e na empregabilidade, 7x1. Depois da decepção com a festa de abertura da Copa de 2014, houve um aumento da desconfiança dos brasileiros em relação ao desempenho do país como anfitrião do maior evento desportivo do mundo. Mas o Bradesco seguiu norteado pelos valores Olímpicos: excelência, amizade e respeito. E com o empenho de uma equipe de 6 profissionais foi realizado o planejamento e o desenvolvimento de um projeto grandioso que em sua realização contou com 400 colaboradores diretamente envolvidos.

O espírito olímpico ajudando a propagar a marca

O Ricardo e seu time, fizeram benchmarking: foram conversar com quem já havia patrocinado eventos esportivos em diferentes países e aprender com a experiência dos patrocinadores, sobretudo, com os bancos. A partir daí eles entenderam que era necessário buscar a legitimidade enquanto patrocinador oficial através do envolvimento com o esporte desde a categoria de base, o banco foi benemérito de 6 confederações esportivas. Também foi estabelecido os objetivos em três diferentes eixos: a) Negócios:  fidelizar e conquistar novos clientes; fazer negócios com empresas envolvidas com a organização. b) Marca: que o público passasse a reconhecer e preferir o Bradesco por ser patrocinador. c) Endomarketing: fazer com que o público interno reconheça o banco como patrocinador e tenha mais orgulho e engajamento por isso.  

Participantes dos Jogos Internacionais de Primavera de 1963 com representante do Bradesco: homenagem a quem incentiva o esporte

Ricardo comparou os Jogos do Rio aos doutores da alegria, porque mesmo não sanando os problemas políticos e econômicos do país fez com que os brasileiros se sentissem felizes e orgulhosos novamente. E os resultados foram maravilhosos: o Bradesco foi a marca mais lembrada pelos brasileiros entre os patrocinadores. 59% dos entrevistados em pesquisa espontânea identificaram o banco como marca associada aos Jogos e 36% reconheceram o "Bra de Brasil. Bra de Bradesco". E esse resultado foi alcançado através de investimento em diferentes plataformas de comunicação: rádio, jornais, revistas e claro, muita internet, apostando na produção de conteúdo com influenciadores e alcançando nas redes sociais interações com mais de 300 milhões de pessoas. Mas se o banco pudesse escolher viver novamente uma das experiências relacionada aos Jogos seria o revezamento da tocha.

Surpresa: tocha olímpica em Livramento! Na foto: Simone Leite, Sergio Oliveira e Victor Hugo Fialho.

A Coca-Cola é famosa por seu xarope de milho gaseificado, seu poderio na área  de distribuição e por seu marketing poderoso. Foram realizadas pesquisas espontâneas no decorrer do período em que a tocha Olímpica percorreu o Brasil, sobre quais as marcas patrocinavam o revezamento. A Coca-Cola liderou a primeira pesquisa. Depois a liderança foi assumida e consolidada pelo Bradesco que obteve na última pesquisa, 29% das respostas, enquanto apenas 10% dos entrevistados associaram o revezamento da tocha ao refrigerante.
Mesmo sem tratar de cifras de negócios gerados pelo patrocínio, a beleza do legado das Olimpíadas ao Bradesco e ao Brasil evidenciam o lucro imenso no patrimônio intangível: do Bradesco enquanto marca, lugar desejável para trabalhar e parceiro comercial. E do Brasil com o brasileiro orgulhoso e se fazendo respeitar, reivindicando até a paternidade do avião para o Santos Dummont. Valeu a pena!

Além dos Jogos Olímpicos o Bradesco também foi patrocinador do 10º encontro de ACI's.
E eu adorei o bloco de notas, gracias!
Abraços repletos de valores olímpicos,
Fernanda









terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Cassinos no Brasil: você aposta nisso?

Adivinhem: o que é, o que é? Ficou congelado por 70 anos e agora voltará repaginado e em sua melhor forma... Se pensou no Capitão América, devo advertir que o personagem que também aparece em meio a crises é outro...
A insaciedade do Governo Federal clama por mais arrecadação e novas fontes são construídas.
Após do retorno da CPMF, o Governo aposta numa jogada que, de acordo com previsões, pode render R$15 bilhões aos cofres públicos: a regulamentação de jogos de azar no Brasil.
Neste caso são considerados jogos de azar Cassinos, Bingos e o Jogo do Bicho.



Para entender o caso temos que voltar no tempo...
Os cassinos se faziam presentes no Brasil na época do Império e acabaram junto com o reinado de D. Pedro II. Mais tarde, na década de 1930, Gegê autorizou o jogo associado a shows. Foi a época de ouro dos cassinos no Brasil, com a apresentação de grandes artistas nacionais e intenacionais nos 71 estabelecimentos que funcionaram no país até 1946, quando foram novamente proibidos por Eurico Dutra. 




A proibição de Dutra foi uma defesa da moral e dos bons costumes. Os cassinos eram tratados pela imprensa como fábricas de vício e crime e isso escandalizou a religiosa Primeira Dama que, segundo dizem, pressionou o marido pela decisão.
Na década de 1990 os bingos foram autorizados no Brasil, através da Lei Zico, a ideia era que os jogos fossem uma fonte de renda para entidaes desportivas. Até que um escândalo político* fez com que o então presidente Lula editasse medida provisória vetando bingos e caça-níqueis, em 2004.



Após quase 70 anos de congelamento os cassinos ressurgem no Brasil através do PL 186/2014 que regulamenta a exploração de jogos de azar no país. O texto é muito básico e  dá margem a diferentes interpretações. Fundamental, por exemplo, especificar o tipo de máquinas que podem ser operadas nos bingos.
Uma coisa interessante é que políticos não podem obter licença para explorar casas de jogos.
As licenças para cassinos serão de 30 anos e é obrigatória a construção deste junto a um complexo de lazer, dentro do qual a área dedicada ao cassino corresponda a no máximo 10% da área total do empreendimento. Os impostos são leves, se comparados ao praticado em outros países, serão 10% do total da receita obtida com a exploração de jogos em estabelecimentos físicos e 20% sobre o obtido com apostas online. Segundo o projeto de Lei, serão até 35 cassinos distribuídos nas regiões que mais careçam de desenvolvimento. O texto completo do relatório e o texto aprovado do PL 186/2014 podem ser lidos aqui.


São nos momentos de crise que os Jogos de Azar brilham no Brasil, por sua ausência ou por seu retorno. Façam suas apostas!

Abraços auspiciosos!

Fernanda


*O escândalo tinha como personagens principais Waldomiro Diniz e Carlinhos Cachoeira. Relembre o caso neste link.

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

E o primeiro gol foi contra...

Na Copa do Mundo de 2014 houve uma mudança histórica: um sistema eletrônico capaz de confirmar 100% se a a bola entrou no gol ou não. Pairava no ar a expectativa: quem será o jogador que vai fazer história? O privilegiado foi o brasileiro Marcelo , no entanto, este primeiro gol histórico foi contra! Infelizmente a trajetória da Seleção Brasileira de Futebol e o papel do Marcelo na Copa não puderam gravar na história uma grande conquista.
Futebol, como diz a sabedoria popular, é uma "caixinha de surpresas" e não há como voltar atrás.



Este ano ainda novo está estranho, sinto que as pessoas estão agressivas, preocupadas, pessimistas e muito se deve a situação política no Brasil e no Rio Grande do Sul. 
Seguindo a trajetória do jogador Marcelo, o governador do nosso Estado, José Ivo Sartori também começou seu governo fazendo história com um gol contra: sancionou o aumento de salário que beneficiou os políticos gaúchos, incluindo o próprio governador, que havia sido "obra" do governo Tarso. A gauchada se indignou, com razão, e Sartori voltou atrás, abrindo mão do aumento salarial, juntamente com seu vice-governador.
Política também é uma "caixinha de surpresas", mas ao contrário do futebol é possível voltar atrás, admitir um erro e mudar. O primeiro gol foi contra, mas diferente do jogador Marcelo, o governador Sartori tem muito jogo pela frente, muitas oportunidades de fazer uma história marcada por vitórias e conquistas para o Rio Grande do Sul e para o povo gaúcho.



Deixo um abraço repleto desta "fé que me faz otimista demais",

Fernanda

sexta-feira, 4 de julho de 2014

Pelas tabelas

Por: Chico Buarque de Hollanda


Ando com minha cabeça já pelas tabelas
Claro que ninguém se toca com a minha aflição
Quando vi todo mundo na rua de blusa amarela
Eu achei que era ela puxando o cordão


Oito horas e danço de blusa amarela
Minha cabeça talvez faça as pazes assim



Quando ouvi a cidade de noite batendo as panelas
Eu pensei que era ela voltando pra
Minha cabeça de noite batendo panelas
Provavelmente não deixa a cidade dormir


Quando vi um bocado de gente descendo as favelas
Eu achei que era o povo que vinha pedir
A cabeça de um homem que olhava as favelas


Minha cabeça rolando no Maracanã
Quando vi a galera aplaudindo de pé as tabelas
Eu jurei que era ela que vinha chegando
Com minha cabeça já pelas tabelas
Claro que ninguém se toca com a minha aflição



Quando vi todo mundo na rua de blusa amarela
Eu achei que era ela puxando o cordão
Oito horas e danço de blusa amarela
Minha cabeça talvez faça as pazes assim

Quando ouvi a cidade de noite batendo as panelas
Eu pensei que era ela voltando pra
Minha cabeça de noite batendo panelas
Provavelmente não deixa a cidade dormir



Quando vi um bocado de gente descendo as favelas
Eu achei que era o povo que vinha pedir
A cabeça de um homem que olhava as favelas
Minha cabeça rolando no Maracanã

Quando vi a galera aplaudindo de pé as tabelas
Eu jurei que era ela que vinha chegando
Com minha cabeça já numa baixela
Claro que ninguém se toca com a minha aflição



Quando vi todo mundo na rua de blusa amarela
Eu achei que era ela puxando o cordão
Oito horas e danço de blusa amarela
Minha cabeça talvez faça as pazes assim

Ando com minha cabeça já pelas tabelas...
Ando com minha cebeça já Pelas Tabelas (assita o vídeo)

Abraços,
Fernanda

sábado, 28 de junho de 2014

Julio Cesar o polvo da seleção

Você leu certo, eu realmente escrevi polvo, porque o goleiro do time brasileiro se agigantou e teve mais que braços, teve tentáculos para agarrar a vaga do Brasil nas quartas de final. Durante o tenso jogo houve um pensamento constante me atormentando: o que vai ser se o Brasil não se classificar? Se perder a final, luto. Mas se não conseguir chegar a final, como o brasileiro vai suportar conviver com a Copa do Mundo?

Eu amava a Copa do Mundo, desde que me entendo por gente! Acompanhei todos os jogos de 94, os de 98... sofri, chorei, nunca me confirmei com a derrota na final depois daquela campanha aguerrida. Em 2002, eu tinha 14 anos e passei muitas acordadas na “torcida coruja”, lembro com detalhes de quase todas as partidas, como o jogo Brasil x China, chocolate canarinho, 4x0 com gols dos 4 “R”: Ronaldo Nazário, Ronaldinho (Gaúcho), Rivaldo e Roberto Carlos.

Em 2006 me decepcionei tanto com a nossa seleção que nem queria saber, em 2010 acompanhei, indiferente Forlan (Uruguai) brilhar.

Mas em 2014 se a taça (ainda) não é nossa, a Copa é. O mundial já chegou num estágio que é praticamente impossível ser indiferente, conseguir não saber o que está acontecendo. Eu acredito que hoje o goleirão Julio Cesar tenha desenhado milhões de sorrisos em judiados corações verde-amarelo, embora espere que não haja outro jogo nesse nível de nervosismo pelo bem da saúde do povo, porque o Brasil tem estádio mas não tem hospital.

Hoje assistimos a redenção do polvo da seleção, Julio Cesar e fico feliz que ele tenha tido essa oportunidade que o nosso grande lateral e batedor de faltas, Roberto Carlos não teve. Com tantos feitos é lembrado apenas pelo episódio do meião. Que o Brasil, dono da Copa, seja merecedor da taça, por 200 milhoes de sorrisos e a paz da consciência de um homem, Julio Cesar, não para fechar o estigma, mas para provar para ele mesmo que ele é mais forte do que a ferida que carrega.



Boa Copa para o Mundo!


Fernanda