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quarta-feira, 29 de julho de 2015

Nanda Gonzales e as mil e uma superações

Conheci a protagonista da história de hoje há pouco tempo, na festa à fantasia, me chamou a atenção o fato dela ser mais alta que eu: no alto dos meus 1m77 costumo ser a mulher mais alta, quando não sou a pessoa mais alta do lugar! Mas uma melindrosa, tranjando rosa e contando 1m80, segura, feliz e sorridente me surpreendeu ao relatar sua trajetória.

A dona da história de hoje passou por um momento terrível, o que todas as pessoas consideram a maior das injustiças: a morte da mãe. Essa tragédia particular transformou-se em depressão e com esta veio a compulsão por comida e o ganho mensal de 10kg. Um dia a moça triste se encarou no espelho, de corpo e alma desnudos, ficou triste e como não queria mais ser triste buscou ajuda profissional para curar a causa e não os sintomas, a mudança começava ali.

Ela já havia tentado todas as dietas malucas, o que inclui jejum, só ingerir líquido por dias.. o resultado? Bulimia. Quando procurou o médico ele orientou uma determinada dieta mas ela não se adaptou: "comecei a ler sobre nutrição e fiz meu propio cardápio e comecei a me reeducação", conta.
A força de sua motivação residia no fato de que as pessoas duvidavam de sua capacidade de emagrecer, gordinha desde criança, com muitas tentativas frustradas de perder peso, as pessoas não levavam fé na persistência de nossa protagonista, sendo assim, os convites para festihas e jantares eram frequentes:"eu não ia porque sabia que não conseguiria me controlar", explica.


O jogo de cintura necessário para manter o equilíbrio nessa situação veio através das aulas de dança e da convivência com as colegas, conforme relata:"a escola de dança me deu a força e o equilíbrio pra não cair". Em 10 meses ela emagreceu 65kg e há dois anos vem amntendo o peso, através de uma alimentação equilibrada e de atividades físicas. Sobre as mudanças, ela comenta:"emocionalmente eu resgatei minha autoestima. Me senti mais segura. Agora converso com as pessoas sem aquela 'neura' de que estão me julgando pela minha obesidade. Físicamente sou outra pessoa, metade do que eu era. Passei de um manequim tamanho 60 a um 44"!

Nanda Gonzalez aprendeu a negociar consigo mesma para vencer as tentações e uma vez por semana se permetia comer o doce favorito. Quando a ansiedade atacava ela a combatia com atividade física: "a dança ajudou a equilibrar meu emocional porque ao invés de comer pra acalmar a ansiedade eu dançava e isso da prazer", analisa e completa:"quando você entende que comer não vai resolver a tristeza você ja não recorre a comida". Nanda escolheu a saúde, o bem-estar, o equilíbrio da alimentação, do corpo e a harmonia da mente. Um exemplo de quando a beleza interior está refletida no exterior.

Uma nova mulher!

Abraços ensolarados,

Fernanda Araújo

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Emagrecer com saúde - exemplos de sucesso

Tem sido constante na mídia a propagação que se ocupar em ser magro é futilidade, que ser gordo é ótimo, que todos podem comprar todos os fast foods sem culpa, mostrando a "feiúra" das modelos anoréxicas. Isso revela uma nefasta estratégia de vendas, o lado obscuro do marketing: que mostra que um mundo mais gordo, é um mundo mais feliz, que as calorias são a principal fonte de felicidade e diversão, seja com um Mc lanche ou uma Coca-Cola. Se observarmos fotos do começo do século 20, verificaremos que as pessoas tinham corpos ótimos, eram todas magras e não existia centros de musculação ou whey protein. Os diferenciais: a alimentação mais natural, sem agrotóxicos, pesticidas, corantes, conservantes, aromatizantes, e as atividades físicas constantes devido a falta de tecnologia, sim, tudo era manual, braçal: fazer um bolo, lavar roupa, até ter água em casa dependia muitas vezes de tirá-la de poços, nada dessa moleza de abrir a torneira e pronto.

Para mostrar que ser magro está além de questões estritamentente estéticas e não é uma ditadura da moda, mas uma questão de bem-estar, o Prismas traz uma série especial de reportagens: 3 casos de sucesso, para você se inspirar, pensar, refletir, debater algo tão importante como a saúde e que tantas vezes é banalizada num jogo distorcido de estética.

Letícia Ortiz: "meu equilíbrio mental manteve minha dieta".

 

Letícia não era uma criança obesa, mas era a mais "cheinha" da família, o que lhe rendia apelidos, tais como Maria Bolacha. Em sua adolescência, com os primeiros romances, surgiu a vontade de cuidar de si e Letícia, aos 15 anos emagreceu, mas só aos 17 anos teve interesse em entrar para uma academia. Treinou pesado e ficou fortona, mas após um ano foi obrigada a interromper o treinamento por machucar o joelho devido a amlhar de forma incorreta, "só queria peso e mais peso sem pensar em qualidade", afirma Letícia.

Com a descontinuidade da atividade física o resultado só podia ser um: aumento de peso. Este foi vencido com a ajuda de um personal trainner de 4 patas: Letícia levou seu melhor amigo ao veterinário que foi enfático: o cão etava gordo demais e teria problemas de saúde se não perdesse peso. Pelo bem do animal, Letícia passou por novo processo de perda de peso, desta vez, por causa das caminhadas constantes e enérgicas com seu cachorro.

Mas para chegarmos ao desfecho feliz da história, ainda temos que acompanhar nossa protagonista em mais uma fase difícil. Letícia confundia tudo com fome, sobretudo ansiedade e descarregava, ou pelo menos buscava descarregar, as pressões cotidianas do trabalho e dos estudos comendo. Letícia relata: "Aí foi quando eu mais engordei. Eu perdi a noção. Fui ao médico e meu colesterol estava altíssimo. E meu sonho é ser delegada. Eu parei e pensei: o que adianta passar na prova teórica e chegar no teste físico e reprovar? Então comecei a investir em qualidade de vida. Sem neurose. Mudei minha alimentação só. Mas nunca passei vontade. Eu acho que o segredo foi esse. Eu só emagreci definitivamente quando parei de pensar na estética e comecei a prezar por saúde apenas. Perdi 10kg em 3 meses".

Letícia: linda sempre! Agora mais magra, saudável e feliz!

 Letícia comenta  o resultado perceptível em suas fotos: "Hoje esta super fácil de manter. Parece que meu corpo acostumou com o novo estilo de vida. Se eu como muito ou como besteira dois dias seguidos fico ruim do estômago. Como se não aceitasse mais toda comilança. Eu digo que meu equilíbrio mental manteve minha dieta."

Nossa protagonista relata dificuldades em emagrecer, como diria Sartre, "o inferno são os outros" e esta máxima se aplica a fase difícil que ela viveu logo após emagrecer, porque muitas pessoas pensavam que a perda de peso era sinönimo de doença: "Pessoas próximas falavam que eu estava ficando feia, que eu estava passando dos limites. Quando na verdade estava no peso ideal para minha altura. Então tentavam me empurrar comida a todo custo., falando que eu ia desmaiar comendo pouco, que ficaria fraca, mas minha dieta sempre foi acompanhada de nutricionista e feita especialmente pra mim", desabafa Letícia.

Sobre as mudanças, Letícia enumera vantagens, mas destaca que o melhor de tudo é sentir-se bem-disposta: "ter pique pra correria do dia a dia sem chegar no final do dia e estar de mau humor pelo cansaço. Minhas crises de asma diminuiram muito. Minha pele melhorou. Meu cabelo cresce bem mais rápido". Os números impressionam: "em novembro do ano passado, quando fui ao médico estava com 71 kg. Hoje, em julho, estou pesando 59. Foram 12 kg". Ao olhar as fotos, Letícia comenta:"mudou bastante, mas passou tão rápido, foi tão tranquilo que me surpreendo com a diferença só quando vou vestir uma roupa. Aí sim eu vejo como meu corpo mudou", finaliza.

Em breve, mais uma reportagem da série!
Abraços saudáveis e bem-resolvidos,

Fernanda