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sexta-feira, 24 de junho de 2016

O Jake voltou! Meu cusco voltou!!

Pessoal!



Outro dia, no vestiário da academia, uma menina tinha esquecido a borrachinha pra prender o cabelo e estava a ponto de desistir da aula de Muay Thay e justo eu estava lá num horário que não costumo frequentar. Após saber do problema dela, não tive dúvidas: tirei a borrachinha que eu estava usando e dei pra ela, que ficou surpresa e emocionada, por um gesto tão simples! Mas é assim... os gestos mais simples são os mais contundentes.
Sempre que eu ajudo alguém que provavelmente não voltarei a encontrar digo que não me agradeça, mas que ajude alguém no futuro, como agradecimento, que dessa forma um dia a vida vai me devolver o favor.
Eu disse  isso a menina da academia e ela respondeu animada: um dia eu te devolvo o favor!




E todas as vezes que me doei foram recompensadas, os favores retornaram! É maravilhoso sentir essa paz depois de tanta guerra...
Esse é um post de gratidão. Foi emocionante receber a solidariedade de vocês! Mil gracias!
Dezenas de compartilhamentos, de mensagens, de preocupação e ocupação com esse problema.
Que todos os desaparecimentos tenham um final feliz também!
Especialmente agradeço ao Marcelo e Camila, jovem casal que bateram na minha porta e devolvendo a tranquilidade para o meu coração.
Aos que estão passando por esse tormento, esse desespero, desejo força e esperança!



Abraços de gratidão, Fernanda


sexta-feira, 24 de julho de 2015

Grupo Mãos Amigas aquecendo o inverno Santanense

Em entrevista exclusiva, uma das participantes do grupo nos revela como surgiu esta iniciativa, as atividades que vem sendo realizadas e como colaborar com essa turma solidária.

Além de contar com a partiipação de santanenses, integram a equipe colaboradores de Santa Maria, Porto Alegre e São Paulo.

De acordo com o relatado o  grupo surgiu de um sonho comum a todas as particpantes: ajudar alguém de alguma forma! Algumas das integrantes do grupo já havia vivenciado semelhantes experiências de ação solidária em sua cidade natal e a partir de conversas informais entre amigas surgiu a ideia de fazer o sopão: "cada uma trouxe uma ideia, uma experiência e Graças a Deus nosso sonho virou realidade!" explica.

Atualmente o grupo trabalha com a distribuição de 60 porções de sopa, uma vez por semana. Além do trabalho de arrecadação e preparação dos alimentos o grupo ainda promove a distribuição de roupas, cobertas, material de higiene, ração e papelão para os cachorros de rua, que são doados por pessoas da comunidade. A distribuição dos alimentos e materiais é realizada nas quintas, na Praça General Osório. "Ontem, (23/07), foi o primeiro dia de distribuição. As reuniões e a organização começaram há aproximadamente 3 semanas".

Cada um pode colaborar com o grupo da sua maneira, seja através de doações dos ingredientes do sopão, a lista completa de materiais utilizados pode ser encontrada na página do grupo no Facebook, bem como todos os endereços e telefones para contato. Declara a representante do grupo, com entusiasmo: "quem quiser ajudar no preparo da sopa também é bem vindo! Basta entrar em contato".




E o mais surpreendente é que quem ajuda é quem mais se sente ajudado: "Foi muito bom ver a alegria das pessoas saindo da praça com um pratinho de sopa, um pão e uma peça de roupa! Eles agradeceram muito, mas a gratidão maior é nossa!" Finaliza a representante do Grupo Mãos Amigas.
Colabore!! 

Abraços solidários,

Fernanda 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O acaso vai me proteger...

Em um breve espaço de tempo vivenciei duas experiências semelhantes e que renovaram minha esperança no ser humano.
Algo que realmente marcou o final de ano na Fronteira foi a super tormenta: todos perguntam e relatam sobre sua situação no momento do temporal. Eu estava na rua, havia saído a pouco da aula da pós e confesso que foi altamente assustador. Fiquei sob a proteção de uma área coberta que, inicialmente, parecia dar conta do recado, mas que não ofereceu proteção por muito tempo tamanha a violência do vento, chuva de granizo e perigosas tampas de caixa d’água voadoras. Quando a situação ficou insustentável passa um ônibus e salta uma senhora com um enorme guarda-chuva e diz: “vou te proteger”. E assim o fez, com aquele desmedido paraguas, me mantendo a salvo, até quando foi possível sair dali. Eu estava utilizando de todos os argumentos para me convencer a manter a calma, o que se tornava quase insustentável ao ver o nível da água subindo sobre a calçada como uma forte correnteza, rafting nunca foi meu dom natural e não estava disposta a me aventurar nesse esporte sem equipamento adequado.. também havia uma confusão no trânsito: motoristas insistindo em ir rápido demais, muitas buzinadas, muita água jogada para a calçada.. E em meio ao caos alguém aparece disposto a oferecer proteção, a compartilhar abrigo!

Tempestade do dia 20/12 vai ficar na memória dos fronteiriços

Sobre os temporais é necessário ressaltar o trabalho dos motoristas de ônibus: os táxis sumiram, os telefones das centrais ocupados e posso dizer que testemunhei um comovente e humanitário trabalho realizado pelos funcionários da empresa São Jorge, mas ouvi relatos semelhantes de funcionários de todas as linhas que operam na cidade. Eles foram incansáveis para encontrar um caminho seguro para levar as pessoas para casa, ajudavam os idosos a subir e descer do ônibus, se devido aos desvios impostos pelos obstáculos no caminho passavam por uma mesma parada¹ duas vezes seguida abriam as portas para receber mais passageiros apavorados. Foram extremamente gentis, notavelmente cuidadosos, jamais arriscando passar por galhos, fios caídos na rua que poderiam estar energizados, enfim, realizaram o melhor trabalho que poderiam e isso fez toda diferença.

Escadaria de Rivera

No domingo, dia 28 de dezembro, houve festa e queima de fogos na “escalera” de Rivera. Com meu característico espírito felino soube da celebração e fui solita para a escadaria. Segui pela Av. Sarandy até o fim da Plaza Artigas e dobrei a esquerda, para chegar ao local pelo caminho mais direto, mas a passagem estava interrompida. Não tinha certeza se era seguro fazer a volta, então tirei um livro da bolsa e comecei a ler sentada na calçada, enquanto ouvia a banda que animava a festa. De repente uma senhora toca no meu ombro e pede informações sobre o espetáculo pirotécnico, respondi com meu espanhol callejero e ela me perguntou se eu estava sozinha e se eu queria ir com ela e sua netinha, a Juli, para assistir o show de perto. Eu aceitei e já segui conversando com as duas como velhas amigas, a senhora é ex-professora de francês e todos “los vecinos” a conhecem, fui muito bem recebida, sentei na grama com as crianças enquanto os mais velhos dividiam espaço na já lotada escadaria. Estavam distribuindo picolé de maçã verde e a gurizada fez questão de me presentear com essa sobremesa inédita pra mim. Quando a banda disse que ia encerrar com “Brasileirinho” me disseram: “Fer, para vos!” Ao iniciar a queima de fogos estávamos perto demais e começou a cair pedaços de cartão sobre nós e a senhora me estendeu a mão, me conduzindo para um lugar mais no alto, onde estávamos a uma distância segura. Foram 5 minutos inebriantes, de tão próximo e de tão intenso dava medo em alguns momentos, mas eu aproveitei o momento com a tranquilidade de saber que não estava sozinha. Depois fomos até a fonte luminosa e me despedi delas com abraços e ouvindo recomendações para zelar pela minha segurança.
Eu acredito em Deus, eu acredito em anjos e acredito que todas essas energias podem ser percebidas nos gestos de bondade daqueles que o acaso, como assim chamamos, coloca gentilmente em nosso caminho.


Que em 2015 tenhamos a sorte de encontrarmos pessoas boas, confiáveis e gentis para nos acompanhar em nossa trajetória, porque o mundo está precisando de delicadeza!

Abraços,


Fernanda

¹ Parada é o jeito que chamamos os pontos de ônibus na Fronteira.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Enchente de solidariedade

E eu de novo vou "botá" o braço na enchente
Porque a crescente dessa vez foi macharrona
O rio tranqueia se escorando nas barranca
Babando uma espuma branca
Igual potra redomona
O noroeste do Rio Grande do Sul está sofrendo com a mais violenta enchente dos últimos 30 anos, o rio Uruguai já ultrapassou a marca de 12 metros acima do nível normal, em Itaqui, por exemplo, casas foram removidas inteiras do Rio Uruguai.
E está no momento de acontecer outra enchente: uma verdadeira enxurrada de solidariedade do povo gaúcho que tanto ajudou em tragédias fora do Estado, especialmente em Santa Catarina... está na hora de estendermos essa generosidade  aos nossos irmãos gaúchos. 




Como ajudar:
Quem tiver disponibilidade de "colocar o braço na enchente" entre em contato com a defesa civil e as prefeituras dos municípios atingidos.
A Brigada Militar de São Luiz Gonzaga está recolhendo doações a prioridade: colchões, roupas e cobertores.
Este é o momento de emergência, de sobrevivência para as mais de 11 mil pessoas que estão sem um lar neste momento. Posteriormente haverá outra fase: a de reconstrução. Casas inteiras foram arrastadas, muitas pessoas perderam todos os bens materiais, restou a fé, a família e esperança de que o sol volte a iluminar dias mais felizes.

Passo da Laranjeira - Bossoroca
Ponte coberta pela água. Foto: Gabriel Ortaça
"O solidário não quer solidão." Vamos ajudar!


Abraços,

Fernanda

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Você nunca pensou que o seu futuro seria assim: visita ao asilo

Quando uma criança nasce, a família deposita nela a esperança de um mundo melhor. Ela cresce, evolui, vai em busca de novos caminhos, constitui a sua própria família e como num ciclo, depositam nos filhos novas esperanças. Mas ao envelhecer nem sempre recebem o auxílio necessário e acabam indo parar em casas geriátricas, locais especializados no atendimento aos idosos. Foi pensando nessas pessoas que a repórter especial, Daiane Pampim, realizou visita ao Asilo Mario Motta, e nos relata o que observou durante a tarde em que passou no lar destes idosos fronteiriços.¹

Chegando lá, encontramos muitos idosos sentados à sombra, fugindo do intenso calor que fazia naquela tarde.
Hoje vivem 58 idosos no Asilo Mario Mota, e há bastante gente na fila de espera. Os simpáticos idosos tem uma rotina bem definida: acordam cedo, alguns tomam chimarrão, outros leem jornal, tomam café da manhã as 8h00, almoçam às 11h30, tomam um café às 15:30, às 17:30 uma sopinha e às 20:00 é servido o jantar.

 Cada um quer ser fotografado, poucos ficam acanhados e todos querem receber  atenção: conversar, contar suas histórias.
Em média três idosos dividem cada quarto e são muito companheiros, sendo que cada um dorme no horário que decidir, depois do jantar, as 20h00, se recolhem para seus quartos e ficam conversando e assistindo TV.
Conta dona Diva, funcionária do asilo, que é realizada uma festa para os aniversariantes do mês, também alugam ônibus que o Asilo paga e realizam piqueniques e diversos passeios.

Dormitório no Asilo Mario Mota
Conversando com os idosos, os questionei, quanto ao motivo de estarem lá.
A maioria dos "vovôs" relataram histórias semelhantes: foram deixados no asilo por filhos ou familiares mais próximos, como netos, porque não poderiam cuidar e dar atenção para eles.
Muitos vivem no Asilo, sem visitas e seus únicos amigos são seus companheiros de quarto, e é claro, as funcionárias que os tratam  com muito carinho.
Todos eles elogiaram a alimentação e tratamento lá dentro.

Quem imagina quando jovem que vai ir para um asilo?
Isso é um sonho para alguém?
Conversei com uma senhora que me sensibilizou bastante, com cabelos brancos e 81 anos, Dona Celvina Camargo, olhando nos meus olhos me disse que não tem ninguém que a visite, porque todos tem suas próprias vidas e são muito ocupados.
Depois encontrei outra senhora, de 94 anos, essa sim, seu filho a visita todos os dias, inclusive estava lá com ela.

Vinicius de Moraes disse: "é impossível ser feliz sozinho"
Outra senhora, Dona Marília Martins, muito alegre me conta que a opção de morar no Asilo foi sua, porque que seu filho trabalha como caminhoneiro e não teria tempo para cuidá-la, e devido ao fato de que ela apresenta alguns problemas de saúde, não pode ficar sozinha.
Ela conta que seu filho a visita todos os domingos com sua neta e nora e a levam para passear.

Para a realização desta matéria obtivemos a autorização do presidente do asilo, Lauro Binsfeld, e toda a atenção das funcionárias, Sra. Divanir Almeida, mais conhecida como Diva que atua na área de administração do Asilo há 30 anos e da enfermeira Vera Machado, que há 2 anos cuida dos idosos que lá residem.

Vera, nos falou um pouco da rotina no asilo, segundo ela, toda quinta-feira os idosos recebem atendimento médico com o Dr. Paulo Henrique, recebem a visita da assistente social, Sra. Blandina, da Psicóloga Maria de Lourdes e da Fisioterapeuta Valquíria Mota.

Como a maioria dos idosos que lá moram, não tem família, ou tem, mas a família não ajuda com a alimentação, muito menos com as medicações, Vera faz um apelo, para que se alguém puder doar a medicação LOSARTANA POTÁSSICA, pois no momento a rede publica não disponibiliza e o Asilo é quem compra este medicamento, usado no tratamento para hipertensão e os recursos são escassos.

Apesar das dificuldades financeiras todos são tratados com respeito e carinho


Você quer ajudar?

Vá ao asilo e visite estas pessoas, sua presença irá levar a elas o carinho e a emoção de ter alguém por perto. O amor cura, salva e é gratuito!

Asilo Mario Mota
Rua: Duque de Caxias 160
Telefone: (55)3242-2052
Falar com Diva

¹Matéria original e fotos: Daiane Pampim
Edição, contextualização (e talvez algum lirismo exacerbado): eu

Quem garante que o meu plano perfeito de futuro ou o sua rota infalível rumo ao sucesso são tão perfieitos e infalíveis quanto pensamos? Vamos contribuir de alguma forma, seja com uma doação material, ou afetiva para uma melhor qualidade de vida desses idosos. Garanto que nenhum deles com 20  e poucos anos achava que estaria lá hoje, talvez se ouvirmos suas experiências tenhamos mais êxito em alcançar nossos objetivos.

Abraços,

Fernanda Araújo

domingo, 27 de janeiro de 2013

Solidariedade gaúcha: o que a tragédia em Santa Maria nos mostra

É com o coração apertado e lágrimas nos olhos que escrevo pra vocês.
Este blog é a minha terapia, isto já justifica a postagem, mas acho importante
observar alguns fatos relacionados a isso:

PROJETO CIDADE BAIXA EM ALTA:
ano passado vi muita gente criticando o fechamento de estabelecimentos no bairro mais boêmio da Capital. Fizeram passeatas, protestos... os estabelecimentos em questão tinham licença para atuar como restaurantes, com funcionamento das 11 as 23h. No entanto, abriam as portas a 00:00 e atuavam como bares/casas de show, sem a menor estrutura, sem SAÍDAS DE INCÊNDIO.
Agora eu quero que aqueles imbecis que protestavam contra o fechamento desses verdadeiros barris de pólvora AGRADEÇAM PUBLICAMENTE terem suas vidas preservadas graças a esta iniciativa.

SOLIDARIEDADE: MARCA REGISTRADA DO POVO GAÚCHO:
vocês lembram quando Santa Catarina ficou embaixo d'água? Os gaúchos foram quem mais doaram para os vizinhos catarinenses, era tanta doação que houve desvio de alimentos e roupas antes da distribuição em Florianópolis. De Livramento saía praticamente um ônibus por dia, de frente do prédio do jornal A Plateia, onde enviávamos até água..  Quando, tempos depois no centro-sul do RS houve enchentes fortíssimas, onde pontes caíram, moradores perderam tudo e ficaram sem água tratada em casa por muuuuuuuuuuito tempo não veio uma van com qualquer doação dos catarinenses.

HERÓIS: PROCURAMOS POR ELES NOS QUADRINHOS MAS ELES ESTÃO...
bem mais perto de nós, pra nossa sorte! Sempre temos demonstrações de coragem moral pra ter um pingo de beleza num oceano de destruição. Eu agradeço como cidadã a todos os profissionais da área da segurança, saúde, voluntários, vizinhos, pessoas que divulgam informações relevantes sobre o caso nas redes sociais, jornalistas que respeitam as famílias e o governo: Dilma e Tarso estão tendo uma postura e atitudes impecáveis neste terrível momento.

O LUGAR QUE VOCÊ FREQUENTA É SEGURO???
tem uma boate em Livramento que é um "buraco", literalmente.. ouvi muitas mães falarem: "minha filha vai no ****** mas tenho muito medo que ocorra um incêndio naquele lugar tão pequeno e tão sem saída", então pessoal, vocês acham que o incêndio numa boate é impossível mesmo??? REFLITAM!!!!!

COBRAR A COMANDA ANTES DE LIBERAR A SAÍDA:
não culpem os seguranças, eles certamente foram instruídos pra isso e ninguém tinha noção da proporção do que estava acontecendo. O Proprietário da boate sim, deverá responder juridicamente por tudo isso. Ironicamente ele saiu praticamente ileso do incêndio.. é como minha vó dizia: Deus não mata, mas achata! Acredito que a justiça será feita.

VOU DE PRETO EM SINAL DE LUTO PARA UNIPAMPA AMANHÃ:
vamos ser solidários e aprender algo útil com isso, por favor!!

Abraços,

Fernanda

presidente Dilma, atuação impecável

Nossos heróis!

TRISTE.