Quando uma criança nasce, a família deposita nela a esperança de um mundo melhor. Ela cresce, evolui, vai em busca de novos caminhos, constitui a sua própria família e como num ciclo, depositam nos filhos novas esperanças. Mas ao envelhecer nem sempre recebem o auxílio necessário e acabam indo parar em casas geriátricas, locais especializados no atendimento aos idosos. Foi pensando nessas pessoas que a repórter especial, Daiane Pampim, realizou visita ao Asilo Mario Motta, e nos relata o que observou durante a tarde em que passou no lar destes idosos fronteiriços.¹
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| Chegando lá, encontramos muitos idosos sentados à sombra, fugindo do intenso calor que fazia naquela tarde. |
Hoje vivem 58 idosos no Asilo Mario Mota, e há bastante gente na fila de espera. Os simpáticos idosos tem uma rotina bem definida: acordam cedo, alguns tomam chimarrão, outros leem jornal, tomam café da manhã as 8h00, almoçam às 11h30, tomam um café às 15:30, às 17:30 uma sopinha e às 20:00 é servido o jantar.
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| Cada um quer ser fotografado, poucos ficam acanhados e todos querem receber atenção: conversar, contar suas histórias. |
Em média três idosos dividem cada quarto e são muito companheiros, sendo que cada um dorme no horário que decidir, depois do jantar, as 20h00, se recolhem para seus quartos e ficam conversando e assistindo TV.
Conta dona Diva, funcionária do asilo, que é realizada uma festa para os aniversariantes do mês, também alugam ônibus que o Asilo paga e realizam piqueniques e diversos passeios.
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| Dormitório no Asilo Mario Mota |
Conversando com os idosos, os questionei, quanto ao motivo de estarem lá.
A maioria dos "vovôs" relataram histórias semelhantes: foram deixados no asilo por filhos ou familiares mais próximos, como netos, porque não poderiam cuidar e dar atenção para eles.
Muitos vivem no Asilo, sem visitas e seus únicos amigos são seus companheiros de quarto, e é claro, as funcionárias que os tratam com muito carinho.
Todos eles elogiaram a alimentação e tratamento lá dentro.
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| Quem imagina quando jovem que vai ir para um asilo? Isso é um sonho para alguém? |
Conversei com uma senhora que me sensibilizou bastante, com cabelos brancos e 81 anos, Dona Celvina Camargo, olhando nos meus olhos me disse que não tem ninguém que a visite, porque todos tem suas próprias vidas e são muito ocupados.
Depois encontrei outra senhora, de 94 anos, essa sim, seu filho a visita todos os dias, inclusive estava lá com ela.
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| Vinicius de Moraes disse: "é impossível ser feliz sozinho" |
Outra senhora, Dona Marília Martins, muito alegre me conta que a opção de morar no Asilo foi sua, porque que seu filho trabalha como caminhoneiro e não teria tempo para cuidá-la, e devido ao fato de que ela apresenta alguns problemas de saúde, não pode ficar sozinha.
Ela conta que seu filho a visita todos os domingos com sua neta e nora e a levam para passear.
Para a realização desta matéria obtivemos a autorização do presidente do asilo, Lauro Binsfeld, e toda a atenção das funcionárias, Sra. Divanir Almeida, mais conhecida como Diva que atua na área de administração do Asilo há 30 anos e da enfermeira Vera Machado, que há 2 anos cuida dos idosos que lá residem.
Vera, nos falou um pouco da rotina no asilo, segundo ela, toda quinta-feira os idosos recebem atendimento médico com o Dr. Paulo Henrique, recebem a visita da assistente social, Sra. Blandina, da Psicóloga Maria de Lourdes e da Fisioterapeuta Valquíria Mota.
Como a maioria dos idosos que lá moram, não tem família, ou tem, mas a família não ajuda com a alimentação, muito menos com as medicações, Vera faz um apelo, para que se alguém puder doar a medicação LOSARTANA POTÁSSICA, pois no momento a rede publica não disponibiliza e o Asilo é quem compra este medicamento, usado no tratamento para hipertensão e os recursos são escassos.
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| Apesar das dificuldades financeiras todos são tratados com respeito e carinho |
Você quer ajudar?
Vá ao asilo e visite estas pessoas, sua presença irá levar a elas o carinho e a emoção de ter alguém por perto. O amor cura, salva e é gratuito!
Asilo Mario Mota
Rua: Duque de Caxias 160
Telefone: (55)3242-2052
Falar com Diva
¹Matéria original e fotos: Daiane Pampim
Edição, contextualização (e talvez algum lirismo exacerbado): eu
Quem garante que o meu plano perfeito de futuro ou o sua rota infalível rumo ao sucesso são tão perfieitos e infalíveis quanto pensamos? Vamos contribuir de alguma forma, seja com uma doação material, ou afetiva para uma melhor qualidade de vida desses idosos. Garanto que nenhum deles com 20 e poucos anos achava que estaria lá hoje, talvez se ouvirmos suas experiências tenhamos mais êxito em alcançar nossos objetivos.
Abraços,
Fernanda Araújo






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