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terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

E no novo milênio não foi Jesus quem voltou...

Caros leitores, muitos acontecimentos terríveis tem preenchido os jornais, claro que com menos destaque do que as fantasias das rainhas de bateria... mas uma notícia em particular me impressionou, sobretudo, porque foi mais capítulo de uma história de uma situaçao tenebrosa e não um caso isolado: a execução de 21 cristãos, filmada e divulgada pelo grupo terrorista que se denomina Estado Islâmico.

Havia a promessa que Jesus voltaria na virada do milênio, mas aparentemente  quem voltou foi o Hitler! Atualmente, quando se fala no cara que usava o bigodinho, temos a noção da magnitude dos planos e das vilanias do célebre austríaco, mas é importante ressaltar que na época as coisas só chegaram as proporções, que hoje sabemos bem, porque o cara do bigodinho foi subestimado ou melhor: parecia que ele era um problema distante, que estava infernizando umas pessoas que em nada afetavam as grandes potências, então não havia motivos para agir, bastava acompanhar de longe. o resultado disso, todos sabem.
Qualquer semelhança com a situação atual não é mera coincidència: é burrice mesmo, de não ter capacidade de olhar a história para não repetir erros do passado.
Lembrei do INTERTEXTO, de Bertolt Brecht:

Primeiro levaram os negros
Mas não me importei com isso
Eu não era negro

Em seguida levaram alguns operários
Mas não me importei com isso
Eu também não era operário

Depois prenderam os miseráveis
Mas não me importei com isso
Porque eu não sou miserável

Depois agarraram uns desempregados
Mas como tenho meu emprego
Também não me importei

Agora estão me levando
Mas já é tarde.
Como eu não me importei com ninguém
Ninguém se importa comigo.

Outra coisa que me imprssionou muito nessa situação foi a imagem dos cristãos coptas rezando antes de serem executados e o orgulho que isso causou nas pessoas que compartilham de sua fé. Considero isso extremamente perigoso, nunca houve guerra santa, não há santidade em qualquer carnificina. Os cristãos coptas que gravaram entrevistas falaram que fariam o mesmo, que não negariam Jesus, mesmo que isso fosse salvar suas vidas. Francamente, se Jesus avisando Pedro que ele o negaria 3 vezes no pior momento da sua existência e tendo Pedro cometido de fato esta ingratidão, Jesus perdoou Pedro, sem mágoas, sem jogar na cara, sem uma ironia de um "eu avisei".. estamos falando de Jesus! Se Ele se sacrificou mesmo por nós, foi para que vivessemos e não para que morressemos em nome do que acreditamos ou tememos.
Sobre os Coptas, interessante que eles se separaram da Igreja Católica por não acreditarem no purgatório e parece que estão corretos: o purgatório era ferramenta para assustar e controlar fiéis, além de ser algo que trazia lucro, já que familiares pagamvam fortunas por missas para encurtar a estadia de entes queridos nesta sala de espera etérea...
Sobre o Estado Islâmico, talvez eles sigam o caminho de Constantino, depois de perseguir os cristãos tenham algum sonho profético, desenhem cruzes nas suas metralhadoras e, da mesma forma que Constantino transformou os templos pagãos em igrejas colocando uma cruz sobre as edificações e se tornou o primeiro imperador "cristão", os radicais que se denominam Estado Islâmico comecem a fazer tudo em nome de Jesus...

Um abraço ecumênico,

Fernanda

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